Olá.
Bem vindo ao projeto Matheus Day-by-Day. Aqui eu pretendo registrar um pouco da
alegria diária que envolve essa fantástica experiência que é a paternidade.
A intenção é manter uma atualização bastante frequente. Espero que consiga.
Esta não e só uma maneira de trazer ao contato dos parentes e amigos que nem sempre
estão por perto o crescimento do meu filhote, mas também é uma homenagem minha a ele
- uma espécie de diário moderno - onde estou, espero, investindo num futuro onde nós dois
nos sentaremos juntos, daqui a 10 anos, e relembraremos estes bons momentos de nossas vidas.
Espero que curtam este pedacinho do nosso dia a dia do mesmo jeito que eu curto em
dividí-los com vocês.
Um abraço,
papai Gustavo.
Ah, não deixe de conferir as mensagens antigas aqui!
Amigo tipo exportação Nas últimas semanas, uma das coisas que eu mais gostava de fazer pra relaxar era chamar meus dois melhores amigos para comer bobagem e jogar GuitarHero. Um programinha bobo, divertido, e rápido, como os dias de semana permitem.
Ontem o grupo sofreu uma séria baixa: o Mário (quem?) mudou-se para NY, para aventurar-se em novos desafios profissionais. Desejo toda sorte do mundo a ele, mas o amaldiçôo por ter tirado a graça dos encontros, já que a Samantha é peso-pena no esporte. :)
Na despedida, uma exigência: ele precisa comprar um XBox lá já no primeiro mês, para que possamos continuar jogando pela internet. E entregamos a ele uma montagem-despedida para que não esqueça disso. ;)
É isso aí, meu velho. Mês que vem eu tô aí te visitando. Arruma uma casa com dois quartos porque já soube que tu ronca! ;)
B-Day
É, hoje foi aniversário deste que vos fala. Nenhuma comemoração expressiva, somente um bolinho com os familiares à noite. Como eu queria mesmo. Ia trabalhar no dia seguinte, não queria nenhuma badalação neste dia.
Na verdade, faz tempo que não estou querendo uma... será a velhice chegando? :P
De qualquer forma, aproveitando também o gancho do post anterior sobre o meu sobrinho, coloco aqui a ligação que recebi da tia Pri e dele quando estava dirigindo para casa. Confiram a doce vozinha do Patrick aqui. :)
E aqueles ímãs? Quem esteve por aqui na época do aniversário do Matheus deve se lembrar bem que eu prometi enviar os ímãs comemorativos a quem me mandou o endereço na ocasião. E que infelizmente nunca receberam. Ok, sacanagem minha, não é porque é de graça que a gente pode prometer dar uma coisa e não cumprir, né? Mas aqui cabe uma explicação e uma retratação:
Uma semana depois do aniversário dele, a minha irmã me pediu que fizesse os do aniversário do Patrick que viria em junho, e que eu tradicionalmente faço como presente de aniversário. Então eu acabei usando o resto da folha imantada que eu uso pra fazer o trabalho. E a adesivada é dificil de encontrar, só consigo achar lá nos confins do centro da cidade, local que eu vou umas duas vezes por ano apenas (felizmente). Assim levei um tempão para conseguir uma oportunidade de comprar mais por lá.
Mas já o fiz semana passada, e já confeccionei os ímãs. Agora é só envelopar e enviar. Semana que vem chega na casa de todo mundo. Não deixem de me mandar um e-mail avisando se chegou direitinho!
Aproveito e mostro como ficou o do Patrick. Ele não é uma graça? :)
Fazendo compras com cartão Juntando a ultima leva de tickets no cartãozinho do Matheus do HotZone, vimos que ele já chega em um saldo de mais de 2000 pontos. Pra quem não conhece, estes tickets são cuspidos pelas maquinas infantis que comem moedas numa velocidade maior do que emite ticket em troca. Esses tickets são acumulados em um cartão, e o saldo pode ser trocado por brindes. O problema é que os brindes só começam a ficar legais com o triplo desse saldo...
- Dá pra trocar por isso aqui, pai? - Dá sim, cara, mas esse conjuntinho de hidrocores você já tem. - Mas estão todos secos! - E esses vão ficar tambem. Escolhe outro. - E esse aqui? - Um chaveiro que acende, cara? Que bobagem! - Então o que eu escolho? - O que você quiser, carinha, mas você junta isso há anos, escolhe algo que valha a pena!
Na verdade, eu não tinha que estar me metendo. Quem juntou foi ele, ele tem todo o direito de escolher o que quiser! Mas sei lá, algumas coisas são mais fortes que eu, não consigo evitar:
- E esse jogo, pai? - Um tabuleiro de damas de plástico vagabundo? Você tem um de madeira maciça em Itaipava! - Então me mostra qual que eu devo querer sem você ficar bravo.
Eita! Touché! :P
Conclusão: vamos esperar juntar 2650 pra pegar um bonequinho lá. Vagabundo, claro. >:(
Casinha profissa O Matheus sempre gostou de cabaninhas caseiras, como essa. Na verdade, acho que toda criança gosta, né? Eu também já fiz muito isso. E quem também curtia deve lembrar que fazer dava um certo trabalho, bagunçava as coisas, e podia ser até perigoso, dependendo de onde se tentava prender o lençol.
Agora uma empresa se tocou disso, e fez uma armação customizável, deixando a brincadeira mais segura, e mais divertida. Confiram no site do fabricante clicando no logo deles acima.
Legal, né? E eles ainda vão vender outros acessórios, como uma luz, por exemplo! :)
Adorei. Vou tentar achar, sem dúvida alguma. Dica muito legal da tia Renata, uma das leitoras mais antigas do nosso blog.
Faz sentido
Faustão comenta no ar, hoje mais cedo, sobre a enquete que a produção de seu programa fez com as pessoas na rua. A questão era quantos homens mentiriam para levar uma mulher pra cama. O Matheus então passa pela sala na hora que uma mulher estava dando seu depoimento comentando que achava um absurdo. Ele então rebate:
- Ué, mas ela queria o quê? Que ele deixasse ela dormindo no sofá?
Escultura de toalhas O que fazer quando não tem ninguém com sono em casa? Ao contrário de outras crianças, quando o Matheus passa por um dia agitado, ele não fica mortão de noite, ele continua ligadão! :)
Nessas horas geralmente a gente brinca de stop, de desenhar, ou de alguma outra coisa. Tá eu sei, deveria forçar ele a dormir cedo, mas eu chego tarde em casa, gosto de ficar um pouco mais com ele, quando dá. :P
Mas voltando ao assunto, dessa vez a novidade foi fazer uma escultura com toalhas! :)
Sinceridade
Uma das coisas que eu mais gosto nas crianças é a total transparência e franqueza de personalidade. Isso já me causou váááários embaraçoscom o Matheus, mas nem por isso deixo de admirar esta característica nelas.
Essa foto, por exemplo, exemplifica muito bem a questão. Não tem essa do moleque ficar feliz pelos outros, ele ficou triste porque perdeu e pronto. Pro inferno o espírito esportivo.
Sim, eu sei. Dei uma sumida. Me sinto na obrigação de dar uma satisfação pra quem nos acompanha sempre: meus últimos dias exigiram uma dedicação aqui no trabalho fora do comum em dois projetos: a festa do Prêmio Multishow, que foi linda e deu tudo certo (fotos no Flickr!) mas deu o maior trabalho para organizar toda a cobertura jornalística a ele, e o outro já é o BigBrother 9, cujas inscrições começam mais cedo este ano, e de um jeito bem mais legal. Quem gosta do programa, não perde por esperar.
E como eu sempre compenso essas ausências com posts retroativos, fiz um ontem especial bem legal, mas não pude postar porque estava sem internet em casa. Mas hoje a noite eu posto no mínimo dois, garanto. Até porque o Matheus quer que a mãe veja logo este que fizemos ontem, ele ficou super empolgado. :) (post movido de julho para junho novamente)
Aviãozinho de papel Estava brincando com o Matheus de fazer gaivota - que era como se chamava na minha época aviãozinho de papel. Não, não sei se o nome mudou, mas quando repeti a palavra soou tão... antigo... que deu até vergonha. :P
Anyway, enquanto dobrava o papel tentando lembrar como é que eu costumava dar uma "envenenada" nos que fazia, pensei também no quão antigo era essa brincadeira, até que me ocorreu usar um recurso que temos hoje mas que não existia naquela época: a internet. Quantas formas diferentes haverão hoje em dia de fazer um avião de papel?
MUITAS. Foi uma diversão tentar reproduzir uns bem malucos que encontrei, mas o melhor custo benefício - ou seja, performance E beleza (já que pra uma criança sem esta última muito da graça se perde), é esta aqui.
Bem divertido. Quem não tem filho, tenta assim mesmo, finge que tá treinando pra quando ele nascer. ;)
Harlem Globetrotters Ontem levei o Matheus a assistir os Harlem Globetrotters, um time fictício americano de basquete que faz em quadra movimentos tão espetaculares que chegam a ser proibidos em jogos normais.
Eles estiveram no Brasil há muitos anos, quando eu tinha a idade do Matheus, e a imagem deles jogando ficou na minha cabeça por todo esse tempo. Quando eu soube que eles iriam se apresentar aqui, imediatamente comprei os ingressos, e só depois fui convidar o Matheus pra ir comigo. Ainda bem que ele foi. :)
Um ponto interessante foi o comentário do Matheus, logo que o jogo começou: - Pai, por que é que a gente tem que torcer pros Estados Unidos e não pro Brasil?
É verdade! Vejam a foto 7 de novo. Que escolha infeliz de uniforme dos "vilões"...
Festa junina Enfim chegou o dia da festinha junina do Matheus. Como sempre, ele estava preocupado com os passos, com a coreografia. E os leitores mais antigos sabem bem que ele é tenso com atividades coletivas. O mesmo receio que tem em frustrar um time onde joga, por exemplo, é o que o faz ficar nervoso em errar uma dança e deixar a parceira chateada. Sim, eu preciso trabalhar isso nele, no futuro. Hoje em dia minhas conversas não são muito eficazes.
Mas a questão é que ele acaba treinando tanto e ficando tão preocupado com o resultado, que acaba esquecendo de curtir a grande brincadeira que é essa festa. Só o faz depois, quando tudo termina e ele vê que não errou nada, tudo saiu como deveria ter sido.
E não reparem no bigode de Tom Selleck que a mamãe insiste em fazer todos os anos. Era pra ser uma coisa fininha, meio Latino, meio porteiro, mas acaba saindo quase um Sarney. :/
O início do fim O post anterior me retomou alguns questionamentos sobre o quão criança uma pessoa é, no que diz respeito à privacidade.
O Matheus em breve será considerado um jovenzinho. Ele já tem amigos que navegam na internet, e este veículo estará presente cada vez mais intrinsecamente na vida de todos eles. E estas informações aqui no blog estarão passíveis de qualquer tipo de interpretação, por qualquer pessoa que leia.
Eu nunca me preocupei com isso antes. Sempre foi engraçadinho contar as coisas que o Matheus vive. Mas já aconteceu de, mais de uma vez, eu me pegar fazendo uma auto-censura das coisas que coloco aqui. E quando decido colocar assim mesmo, fico muito tempo lendo e relendo, me perguntando se eu não teria ido longe demais, como foi, por exemplo, o post onde ele desabafa sobre a separação dos pais.
O fato é que este meu carinha está crescendo, e eu sei que chegará o dia que ele pedirá que eu não mais continue este registro. Até lá, vou tentar não dividir com o mundo a parte da vida dele que for excessivamente particular. Caberá a mim a responsabilidade de filtrar, infelizmente cada vez mais, os aspectos de sua vida pessoal que ele poderia querer manter somente entre nós dois.
É a vida que chega, é o tempo que passa. Abrir mão das coisas que gostamos em benefício de quem a gente ama é uma escolha que não chega sequer a existir.
Dia dos namorados A primeira abordagem amorosa pode ser um momento tão bonito quanto desastroso na vida de uma pessoa. Ela tem um poder incomparável de definir o padrão de atitude de alguém baseado na receptividade do ato. Uma rejeição, por exemplo, pode causar um trauma (dependendo da gravidade de como for executado) e condenar por muitos e muitos anos futuras abordagens por parte desta pessoa. Assim como uma conquista pode mostrar que chegar numa menina e revelar seu interesse por ela não é um bicho de sete cabeças, e fazer as próximas investidas ficarem bem mais fáceis, aumentando sua auto-confiança para estes e outros desafios da vida.
Conheço um garotinho que estava tenso com a chegada deste dia dos namorados. Ele fez questão de comprar um presentinho para a menina que ele gosta, e passou a semana seguinte nervoso com o momento de entregar a ela. Eu conversei com ele algumas vezes sobre esta sua iniciativa, tentando tranquilizá-lo sobre o fato, mas reconheço que eu mesmo estava muito mais preocupado do que aparentava. Como ia ser esse momento delicado? Meu único conselho foi: "rapazinho, só se lembre de entregar pra ela numa hora que não haja ninguem por perto", até porque a ausência de outras pessoas poderia permitir que a menininha não se preocupasse com nenhum papel perante os amigos (se este fosse o caso), além do fato de que tomar um toco longe dos olhos dos cruéis amiguinhos da escola seria, no mínimo, preferível, caso esta fosse a reação.
Mas foi um alívio saber que foi tudo bem: a menininha surpreendentemente também tinha um presentinho pra ele, um cartão feito por ela com uma frase tão linda que chega a emocionar.
É isso aí, car... digo, rapazinho! Mandou bem! Agora eu já posso relaxar. :)
Mulheres, bah! Resposta bizarra do Matheus quando, numa conversa sobre o par dele na festa junina da escola, eu questiono alguma coisa (que não lembro agora) relacionado a ação dela a ele nos ensaios da quadrilha:
- Pai, eu não sou obrigado a entender a mente feminina!
:O Quase caí pra trás com essa resposta!! :) Depois eu dei uma aprofundada na questão e entendi que é uma fala do High School Musical. Eheheehehe. :)
Sopinha no pão Dica deliciosa para o fim de tarde: a sopinha no pão do Fran's Café. O pão é assado no ponto certo, levemente tostadinho, que só na manteiga já ficaria sensacional. Essa sopinha aí da foto, que o Matheus amou, era um creme de batata, cebola, e alho poró, mas tem de vários outros tipos.
E vou te contar, ele deve ter gostado DE VERDADE, porque ele preferiu isso ao McDonalds. :O
Tá aí a dica. Confiram! (Esse post ficou meio merchandising, mas quando o produto/serviço é bom, tem mais é que ser divulgado mesmo. :)
ClubPenguin
A nova mania do Matheus agora é o site ClubPenguin, da Disney. É uma rede social para crianças, tipo um second life limitado. Cada criança é um pinguim, e lá elas brincam, jogam, ganham moedas, compram coisas para ela ou suas casas, etc.
Entramos lá essa semana, não sei se isso é empolgação inicial ou se ele vai se engajar mesmo. Vamos esperar pra ver. O legal, ao meu ver, é que é tudo em inglês, é bom pro Matheus se familiarizar com o idioma.
No entanto, agora ele me liga aqui no trabalho, e temos o seguinte diálogo:
- Pai, eu comprei um porta-CD bem bonito pro meu iglu, mas quando voltei lá agora não tava mais! Já olhei nas minhas coisas, não tá nem lá nem na minha casa!
- É mesmo, cara? Poxa, só se algum outro pinguim pegou. Mas eu não sabia que era possível fazer isso.
- Nossa!!!! Então tchau, pai! Vou no iglu de alguém pegar alguma coisa!!
- Peraí, cara! Não é ass... [click]
Oh-oh. Não é possível que os caras da Disney tenham dado esse mole. Se essa coisa de furto for mesmo possível, tô ferrado pra explicar que não pode fazer só porque fizeram isso ele...
Desenho real ou fotografia desenhada? Vejam que belíssimo exercício de poesia visual o trabalho que o site Yeondoo faz: eles pedem para crianças desenharem qualquer coisa, e fotógrafos e produtores artisticos tentam dar vida àqueles desenhos, criando todo o cenário real, e fotografando em seguida!
Lindo! Adorei. Queria fazer parte de uma equipe dessas. Pegaria um desenho do Matheus e faria um quadro com ele. Tem presente mais legal que esse?
Bom, pros outros, claro. Eu ficaria dias trabalhando nisso, e o Matheus ia acabar preferindo um carrinho Hot Wheels... :P
Conhecendo um submarino de verdade Se você é homem, pense rápido em cinco veículos que gostaria de conhecer. Tenho certeza que um submarino está entre eles (assim como um tanque de guerra, um helicóptero, um carro de F1... ;)
Pois bem, esta semana Matheus e eu entramos em um de verdade! Graças a dica da tia Samantha, entramos no Submarino Riachuelo, ancorado na perto da Ilha Fiscal do Rio de Janeiro.
Fiquei impressionado em como as pessoas podem trabalhar dentro de uma estrutura dessas por meses. Eu fiquei uns 20 minutos ali e já estava louco pra sair. Apenas na sala de válvulas que eu consegui ficar em pé sem me curvar! Imagina passar todo o tempo curvado esbarrando em todo mundo por meses? Eu não sou claustrofóbico, mas certamente desenvolveria uma em pouco tempo.
Também entramos em um helicóptero de resgate, mas este não foi tão legal assim. Na verdade foi até decepcionante. Não mereceu foto. :) Mas o resto sim, e algumas estão aqui na área de fotos.
Ditadura ou democracia?
Hoje cedo: - Pai! Já sao 13:43, isso não é hora de uma criança não ter almoçado ainda! - Ei, carinha! Você que disse que queria terminar de ver o High School Musical antes da gente sair pra almoçar! Eu estou aqui só te esperando! - É, mas eu sou criança, né? Não sei direito o que eu digo. E agora esperei tanto que estou com a barriga até doendo de fome...
MDbD na faculdade
Vejam só que interessante. Nossa leitora Sheyla Schreider, que é professora que nem a mamãe do Matheus, nos conta que ela usa uma passagem do blog para ajudar na compreensão de um dos ítens do curso de negociação, o qual ela ensina. Ela usou este post aqui para falar do tópico confiança, um dos mais importantes em uma negociação.
Legal, né? Pareceu mesmo um bom exemplo para a ocasião. Que bom que ajudamos. :)
Morando com o papai
É com muito prazer e felicidade que eu comunico nossa mais nova decisão familiar: o Matheus vai morar comigo por uns tempos! :D
Devido a uma questão particular da mamãe Camille, decidimos que, por um período de tempo, o Matheus vai ficar aqui comigo. A mamãe vai ter o papel que eu tinha, buscando-o eventualmente para dormir na casa dela.
No carro hoje viemos conversando sobre o assunto. Ele lamentou que não ia ver mais a mamãe todos os dias (pode acreditar, carinha, ela tá muuuuito mais tristinha que você), mas ficou bastante animado com os próximos dias.
E pra comemorar, agora na hora de dormir ele me aparece de surpresa no quarto com um lanchinho feito por ele mesmo com Nescau e biscoitinho com queijo e presunto! Não é uma gracinha? :D
- Ok, carinha, acabou de comer? - "Cabei". - Então vai lá escovar os dentes. - Poxa, mas mesmo eu tendo trazido esse lanchinho pra você?
Ahahahaaha!
- É, cara. O convite pra morar comigo é só pra você, não para suas cáries. :)
Racismo infantil
Nosso leitor Belote me mandou agora o post que fez em seu blog mostrando uma situação impressionante: como algumas crianças negras vêem a si mesmas e a sociedade. Lá elas apontam as bonecas brancas como bonitas e boas, e as negras como as feias e as más.
Fico triste de verdade quando concluo que elas têm essa reação quando refletem o preconceito que sofrem pela sociedade. Como crianças sempre agem com absoluta honestidade consigo mesmo, elas preferem escolher o lado mais forte para fugir de uma condição que as oprime.
Confiram o video aqui, e debatam este assunto como puderem, virtualmente ou fisicamente. O importante é que um tema grave como este seja constantemente discutido, porque eu tenho certeza que se o video fosse feito no Brasil o resultado seria tão preocupante quanto.
Orkut em Defcon4 É, essa coisa do Matheus ficar brincando no Orkut já começa a gerar preocupações. Antes eram só os pedidos de adição de desconhecidos, os quais eu precisava ficar checando quem é quem. Mas agora a inocência do Matheus já quase o leva a contar publicamente mais do que deve: essa semana um amiguinho perguntou onde ele mora, e o Matheus já estava escrevendo o endereço quando eu passei. Combinamos que, a partir de agora, ele vai sempre me mostrar as mensagens antes de enviar, mas foi dificil fazê-lo entender a razão da minha preocupação.
- Mas pai, o Lucas é meu amigo! Pra ele não tem problema contar! - Carinha, você pode contar pra qualquer amiguinho seu, mas só pessoalmente. Pela internet não.
Me senti mal mostrar a ele a maldade que existe na cabeça de algumas pessoas. Levei um tempinho pra fazê-lo entender dos perigos de se colocar detalhes pessoais na internet. Pode parecer estranho uma regra como essa vir de mim, autor deste blog sobre o Matheus, mas nunca - NUNCA - coloquei aqui nada que localizasse geograficamente onde ele mora ou estuda, ou mesmo contar previamente onde ele estará. Só conto sobre um evento quando ele já passou.
Essas regras de segurança me tranquilizam sobre manter este registro aqui. E espero que outros pais tenham preocupações semelhantes com seus filhos.
Isso me lembra este post aqui, quando eu recebi um e-mail de um outro garotinho chamado Matheus, me chamando pra festa de aniversário dele, tadinho. :)
Stop
Matheus chegou hoje pra mim dizendo que queria me ensinar uma "nova" brincadeira que aprendeu:
- É assim, pai. O nome é "Stop". Eu vou te explicar, perai. - Ehehe, e eu vou ligar a camera do celular, perai. :)
Legal, né? As gerações mudam e as brincadeiras continuam. Eu adorava brincar disso quando criança. Os ítens eram um pouquinho diferentes, mas a essência é a mesma.
Engraçado foi a resposta que o Matheus deu para o ítem "Alimentos", na letra R:
Cai cai balão Falando na tia Ro, ela lembra da ação de MKT da Coca-Cola, que esteve até ontem oferecendo um "passeio" de balão na Barra da Tijuca (sendo que por passeio entenda-se subir 40 metros e descer logo em seguida). O Matheus logo mela o assunto, não deixando nem virar uma idéia de programa:
- Ah não, pai. Vai que a corda escapa, e você some que nem aquele padre!
Ehehehehee!! É verdade, carinha. Melhor não arriscar. :D
Patinando no gelo de novo Um dos programas preferidos do Matheus é patinar no gelo. Os leitores mais antigos já viram algumas fotos dele aqui se aventurando nos patins laminados. Mas hoje ele já tem bem mais confiança, inclusive até esbanjou uma freada dando um 360 no final, precisavam ver. :)
Até a tia Rossana, que quando descobriu o que o Matheus e eu iríamos fazer, fez questão de ir junto pra experimentar também. Eu é que prefiro a solidez e a estabilidade da arquibancada, enquanto brincava com a maquina fotográfica. O que me rendeu algumas fotos não convencionais, como esta. :)